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Grupos reflexivos crescem em SC

Grupos reflexivos crescem em SC

Cerca de 12 casos de violência doméstica ocorreram em cada um dos dias de 2023 em Santa Catarina. No balanço do ano do Tribunal de Justiça, representa mais de 4,4 mil novos processos criminais. Também no ano passado, mais de 28 mil pedidos de medidas protetivas foram solicitados por mulheres em SC, o que corresponde a quase 600 solicitações por semana.

Para promover a conscientização dos homens, autores de violência doméstica contra as mulheres no Estado e diminuir essas estatísticas, a Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica (Cevid), do Tribunal de Justiça de SC, desenvolve desde 2019 grupos reflexivos.
De acordo com dados preliminares, que serão divulgados na íntegra no começo deste semestre, houve um aumento de 34,37% na procura pelo serviço. Em 2022 eram 32 grupos espalhados pelo Estado; hoje já são 43 distribuídos em várias cidades de SC.

Os números são da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica (Cevid), do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que desenvolve, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSC, o projeto Ágora. Em linhas gerais, a iniciativa fomenta a criação, a consolidação e a execução desses grupos reflexivos nas comarcas de Santa Catarina.

Michelle Hugill, secretária da Cevid, afirma que os encontros permitem que os homens reavaliem as relações de gênero e suas vivências diárias. Isso gera novos sentidos e significados para a construção das masculinidades e socialização masculina.

Na comarca da Capital, por exemplo, a execução dos grupos é feita em parceria com o Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Por meio de determinação judicial, no momento da concessão de medida protetiva de urgência, os homens comparecem no setor psicossocial (exclusivo do Juizado na Capital) para entrevista e encaminhamento ao projeto. São 12 encontros semanais com grupos fechados de 20 pessoas, das 19h às 20h.

A desembargadora Hildemar Meneguzzi de Carvalho, responsável pela Cevid, afirma que “este ano o objetivo é focar na capacitação de novos facilitadores e na criação de novos grupos nas comarcas”.

 

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