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Índice de Confiança Empresarial é lançado

Publicado em: 14/11/2025 21:08

Novo indicador lançado pela ACIC mostra avanço e consolida ferramenta de análise econômica local

Índice de Confiança  Empresarial é lançado

A Associação Empresarial de Concórdia (ACIC), por meio do Núcleo de Economia lançou na quinta-feira, 13, o Índice de Confiança Empresarial (ICE), projeto pioneiro que vai medir, mês a mês, a percepção dos empresários sobre a economia atual e expectativas para o futuro. O objetivo é oferecer um retrato real do sentimento empresarial em Concórdia e região, fortalecendo o setor produtivo e apoiando a tomada de decisões estratégicas.

De acordo com o gestor executivo da ACIC, Getúlio Martini, a criação do índice nasceu da necessidade de oferecer informações confiáveis aos empreendedores diante das incertezas do mercado. “A ACIC tem o Núcleo de Economia e, através de conversas de diretoria e do grupo, percebemos que muitas vezes o empresário tem receio de tomar decisões futuras por conta do cenário. Com essa pesquisa, teremos a foto mês a mês da confiança do empresário para decidir com embasamento”, explica Martini.

O levantamento é mensal, com coleta de dados entre os dias 15 e 30/31 de cada mês e divulgação no quinto dia útil do mês seguinte. O questionário conta com 12 perguntas, abrange empresas de diferentes portes e setores, comércio, serviços, indústria e construção e leva cerca de quatro minutos para ser respondido.

O primeiro relatório oficial do Índice de Confiança Empresarial (ICE), referente a outubro de 2025, revelou forte alta na confiança dos empresários de Concórdia. O índice geral ficou em 58,3 pontos, acima da linha dos 50 pontos que separa o pessimismo do otimismo, representando um aumento de 6,5 pontos em relação a setembro (51,8).

A Situação Atual, que compara o momento presente com o passado recente, registrou 52,3 pontos, uma alta de 7,4 pontos em relação a setembro (44,9). Já as Expectativas Futuras chegaram a 64,2 pontos, avanço de 5,5 pontos no comparativo mensal, reforçando o otimismo com o cenário econômico dos próximos meses.

Entre os fatores que influenciaram o resultado estão a estabilidade dos custos de produção (para 51% das empresas), a manutenção da economia local (53%) e o crescimento nas vendas, apontado por 42% dos empresários.

A pesquisa, que envolveu 55 empresas, sendo 28 de pequeno porte, 21 de médio e 6 de grande, mostra melhora em todos os setores analisados:
Comércio: subiu para 54,2 pontos (+4,7), com melhora na situação atual (50,8) e expectativa futura de 57,6 pontos.
Serviços: alcançou 57,8 pontos (+3,2), sustentado por uma expectativa futura de 64,5 pontos.
Indústria: registrou alta expressiva de 14,1 pontos, chegando a 57,3 pontos. A situação atual saltou de 28,2 para 46,9 pontos, e as expectativas atingiram 67,7 pontos.
Construção: teve crescimento de 12,5 pontos, atingindo 66,7 pontos, puxada pela expectativa de 71,7 pontos.

O integrante do Núcleo de Economia da ACIC e responsável pelo desenvolvimento técnico do ICE, Tiago Rafael Nietiedt, explica que o índice revela um otimismo moderado entre os empresários concordienses.

“Apresentamos o Índice de Confiança Empresarial, que demonstra um certo otimismo no setor empresarial de Concórdia. O índice atingiu aproximadamente 54 pontos, indicando otimismo, já que valores acima de 50 refletem confiança e abaixo de 50, pessimismo. Observamos que o empresário está ligeiramente otimista, especialmente em relação às expectativas futuras. Embora a avaliação do momento atual seja um pouco pessimista, as projeções compensam, indicando expectativas de melhora econômica e de vendas”, destacou Nietiedt.

Segundo ele, o índice foi segmentado por setores industrial, serviços, comércio e construção civil e todos demonstraram otimismo moderado. A ferramenta foi criada justamente para oferecer apoio estratégico às empresas locais.

“Essa é a principal finalidade da ferramenta que estamos lançando. Inicialmente, ela foi testada em uma amostra de empresários. Agora, estamos abrindo para todo o empresariado de Concórdia, coletando a visão completa do setor. O objetivo é que esse instrumento sirva tanto para decisões de investimento quanto para estudos econômicos e até para orientar políticas públicas”, explicou.

 

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