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Verão, esporte e dor no cotovelo: quando o lazer vira lesão

Publicado em: 09/01/2026 14:19

Verão, esporte e dor no cotovelo:  quando o lazer vira lesão

Com a chegada do Verão, cresce o interesse por atividades físicas ao ar livre. Caminhadas, musculação, esportes com raquete, cross training e até tarefas recreativas, como jardinagem e esportes de praia, tornam-se parte da rotina de muitas pessoas. Esse aumento repentino da prática esportiva, porém, vem acompanhado de um problema cada vez mais comum nos consultórios: a epicondilite lateral do cotovelo, popularmente conhecida como “cotovelo do tenista”.

Apesar do nome, a lesão não está restrita a praticantes de tênis. Ela ocorre devido ao uso repetitivo dos músculos extensores do antebraço, responsáveis pelos movimentos de punho e dedos. Atividades que exigem força, impacto ou repetição — especialmente quando feitas sem preparo adequado — podem sobrecarregar esses tendões, levando à inflamação e dor.

Por que o verão favorece o surgimento da epicondilite?

Durante o ano, muitas pessoas mantêm uma rotina sedentária. No Verão, motivadas pelo clima e pelo tempo livre, retomam atividades físicas de forma intensa e, muitas vezes, sem progressão gradual. Esse “excesso súbito” é um dos principais fatores de risco.

Além disso, fatores como falta de aquecimento e alongamento, uso inadequado de equipamentos esportivos, técnica incorreta nos movimentos, treinos prolongados sem descanso contribuem significativamente para o aparecimento da lesão.

O sintoma mais característico é a dor na parte externa do cotovelo, que pode irradiar para o antebraço. Atividades simples, como segurar objetos, apertar a mão de alguém ou abrir uma garrafa, tornam-se dolorosas. Em casos mais avançados, a dor pode persistir mesmo em repouso.

A prevenção é o melhor tratamento! A boa notícia é que a epicondilite lateral pode, de certa forma, ser evitada. Algumas medidas simples fazem grande diferença: iniciar a prática esportiva de forma gradual, respeitar limites e períodos de descanso, realizar alongamentos antes e após a atividade, procurar orientação profissional para correção de técnica, fortalecer a musculatura do antebraço.

O diagnóstico pode ser firmado através de uma boa história clínica e um exame físico bem feito. Também a ecografia (US) ou uma ressonância nuclear magnética podem ajudar em casos menos característicos ou com suspeita de outras doenças do cotovelo que podem estar associadas a dor.

Tratamento e recuperação

Quando diagnosticada precocemente, o tratamento costuma ser conservador, com repouso relativo, fisioterapia, controle da dor e reeducação do movimento. Na maioria dos casos, não há necessidade de procedimentos invasivos, como infiltrações e cirurgia, desde que o paciente siga corretamente as orientações médicas.

O Verão é, sem dúvida, um convite ao movimento e à qualidade de vida. No entanto, o corpo precisa de adaptação. Respeitar os limites individuais é fundamental para que o esporte seja sinônimo de saúde — e não de dor.

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