Publicado em: 02/02/2026 13:55
Família Biazzi, na comunidade de São José, estima colher até 30 toneladas da fruta. Variedades cultivadas atendem diferentes finalidades, incluindo co
Janeiro costuma ser o período ideal de férias, e também a época em que ocorre um dos cultivos mais importantes para o turismo: a safra da uva. A fruta que integra vários derivados, inclusive o vinho, consumido em todas as estações do ano, teve uma produção considerada acima da média pelos produtores de Concórdia. O resultado é atribuído ao clima que, neste ano, colaborou com a produtividade.
Na comunidade de São José, a família Biazzi é referência no cultivo protegido. Pai e filho, Nelvecir e Sandro Biazzi atuam há cerca de 20 anos na viticultura, que hoje é a principal matriz econômica da propriedade. Para esta safra, a expectativa é colher aproximadamente 30 mil quilos de uva distribuídos em dois hectares, sendo 1,8 hectare cultivado sob cobertura.
Entre as variedades produzidas estão niágara branca e rosa, vitória, ísis, bananinha - estas sem semente - e nubia, todas destinadas ao consumo in natura. Os cachos impressionam pelo porte, chegando a pesar até quatro quilos. Já a uva bordô é utilizada na produção de vinho artesanal na propriedade.
Segundo Sandro Biazzi, cada safra traz desafios e particularidades. “O inverno foi muito bom para a uva, mas acabou atrasando um pouco a maturação. No ano passado, nesta época, já tínhamos finalizado a colheita da niágara. Neste ano, estamos apenas iniciando”, explica. Ele destaca ainda que o cultivo protegido tem sido decisivo para a qualidade final da fruta, ao reduzir os impactos das intempéries climáticas. Atualmente, cerca de três mil mudas são conduzidas nesse sistema.
No cenário municipal, a produção de uva se mantém estável, voltada principalmente ao consumo próprio e à comercialização local. Conforme o secretário municipal de Agricultura, Vinicius Cavalli Pozzo, Concórdia ocupa a sétima posição no ranking estadual de produtividade de uva de mesa e para vinho. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no levantamento de novembro de 2025, apontavam uma estimativa de 15 toneladas por hectare.
Com a colheita ainda em andamento, os números finais podem sofrer ajustes. Ainda assim, o momento é de otimismo para o setor, tanto pela boa absorção da produção quanto pela transformação da uva em vinhos e outros derivados, fortalecendo a economia regional.
Por Rosilene Fochesatto/OJ
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