Publicado em: 06/03/2026 15:01
Mostra está aberta para visitação na Casa da Cultura de Concórdia
A cultura e os costumes da tradição italiana de Concordia estão em evidência na nova exposição aberta ao público na Casa da Cultura de Concórdia. “A Vida na Colônia”, apresenta uma seleção de ilustrações originais que integram a nova história em quadrinhos inédita da artista, escritora e quadrinista concordiense Cidiane Guisso.
De acordo com a artista, a obra encontra-se concluída em sua criação artística, porém ainda não foi publicada. “As ilustrações constituem um conjunto artístico autônomo, concebido para dar visibilidade à narrativa e possibilitar sua circulação por meio de exposições culturais. As obras retratam a vida no campo, nos anos 1990, como legado, memória e modo de existir, revelando o cotidiano do colono e sua profunda relação com a terra, com a família e com o tempo vivido. Evidenciam valores construídos no trabalho diário e na convivência comunitária, preservando tradições e fortalecendo os sentidos de pertencimento, resistência e continuidade”, destaca.
A narrativa acompanha o casal Dinho e Nena, dois colonos que vivem do trabalho em sua pequena propriedade rural, dedicando-se à atividade leiteira, à suinocultura, ao cultivo de milho, grãos e frutas, além da criação de animais. Por meio dessa rotina, a obra apresenta os desafios, os saberes e os valores que sustentam a agricultura familiar. “Com fidelidade histórica e olhar humanizado, as obras destacam a agricultura a atividade mais antiga da humanidade como base para o surgimento das aldeias, das cidades e das culturas, além de seu papel essencial no fortalecimento da economia local, regional e nacional. As obras também evidenciam a herança dos imigrantes do norte da Itália, fundamentais para a construção da identidade cultural do Oeste Catarinense, presente nos costumes e no modo de viver retratados nas ilustrações”, pontua a artista.
A exposição, promovida pela Secretaria de Cultura em parceria com a artista, convida a conhecer, preservar e valorizar a memória e o trabalho ligados à agricultura familiar regional, resgatando o amor, o carinho e a dedicação presentes em cada alimento que chega às casas.
Por Rosilene Fochesatto/OJ
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