Publicado em: 17/07/2026 13:56
Perda urinária, disfunções sexuais e mudanças provocadas pela gestação estão entre as condições que podem ser tratadas por meio da fisioterapia especi
Urgência em urinar, perda urinária, dor pélvica, constipação intestinal, mudanças provocadas pela gestação e pelo pós-parto, alterações pela menopausa, além da reabilitação após a prostatectomia radical, estão entre as condições que podem ser tratadas por meio da fisioterapia pélvica. Embora sejam problemas frequentes, muitas pessoas convivem com esses sintomas durante anos por acreditarem que fazem parte do envelhecimento ou por sentirem vergonha de procurar ajuda. No entanto, a fisioterapia pélvica tem se consolidado como um tratamento eficaz para prevenir, reabilitar e devolver autonomia a mulheres e homens em diferentes fases da vida.
Segundo a fisioterapeuta Sheila Vargas, muitas pessoas convivem durante anos com esses sintomas adiando a procura de ajuda por vergonha ou porque essas queixas ainda são cercadas de tabus. Há inclusive uma parcela significativa da população que acha que a incontinência urinária é “normal” com o avanço da idade, e que não há nada a fazer ou que o tratamento necessariamente envolve cirurgia. Na realidade, muitos casos podem ser prevenidos e tratados de forma conservadora por meio da fisioterapia pélvica. “A primeira avaliação é um dos momentos mais importantes do tratamento. Na avaliação, o paciente entende por que os sintomas acontecem e como será o cuidado para cada um deles. Cada pessoa é única e, por isso, o tratamento também precisa ser individualizado”, destaca.
Além de atuar na reabilitação da perda urinária e de outras disfunções miccionais, a fisioterapia pélvica também contribui para o tratamento de dores pélvicas, menopausa, endometriose, cuidados na gestação, recuperação pós-parto, prolapsos dos órgãos pélvicos e na reabilitação de homens após a cirurgia de retirada da próstata. Por meio de exercícios específicos, treinamento da musculatura do assoalho pélvico, biofeedback eletromiográfico, terapia manual e, se necessário, o uso de eletrotermofototerapia, sempre de acordo com os objetivos e as necessidades de cada paciente.
O tratamento é realizado de forma individualizada, com recursos tecnológicos e técnicas atualizadas. “Nosso foco é oferecer um cuidado acolhedor, seguro e baseado em evidências científicas, para que o paciente compreenda seu problema e participe ativamente da recuperação. O atendimento busca identificar a origem dos sintomas e estabelecer um plano terapêutico personalizado para cada paciente”, afirma Sheila.
A fisioterapia pélvica tem se consolidado como uma importante aliada na prevenção e no tratamento de disfunções do assoalho pélvico, contribuindo para a recuperação da saúde e para a melhoria da qualidade de vida de mulheres e homens em diferentes fases da vida. A orientação é procurar avaliação especializada ao perceber sintomas, já que muitas dessas condições têm tratamento e podem ser controladas com acompanhamento adequado.
Por Rosilene Fochesatto/OJ
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