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Deslizamento completa cinco anos

Moradores aguardam processo judicial que inicia em setembro. Na época, 18 famílias ficaram desabrigadas

Deslizamento completa cinco anos

Na terça-feira, dia 31 de maio, completou cinco anos do deslizamento de terra que deixou 18 famílias desabrigadas entre as ruas Horário Sandi e Victor Sopelsa, em Concórdia. Após cinco anos, as famílias que residiam no local, ainda aguardam um acordo junto ao proprietário do terreno e administração municipal para reaver os prejuízos. Sem entendimento entre as partes até o momento, a primeira audiência para oitiva das testemunhas está marcada para o dia 14 de setembro, no Fórum da Comarca de Concórdia.

Na época, o deslizamento provocou a interdição de vários imóveis. Alguns já foram demolidos pela administração municipal devido a necessidade de construção de uma grande contenção, já finalizada no ano passado.

Elizandro Tavares, representante dos moradores atingidos pelo deslizamento, relata o descontentamento das famílias que há anos aguardam com expectativa a indenização por via judicial. Por enquanto, os moradores recebem um valor mensal para custear o pagamento de um aluguel, mas todos estão esperando a indenização das perdas.

“A nossa esperança era o acordo, pois a gente sabe que a Justiça brasileira é muito morosa, vai muitos anos. A situação dos moradores é complicada, tem moradores que já fizeram cinco mudanças de endereço, outros que infelizmente já faleceram, alguns em depressão. Então não sabemos quando vamos conseguir comprar uma casa novamente”, relata Tavares. “Estamos bem indignados, porque sabemos que poderia ter-se resolvido de uma forma bem mais tranquila”, completa.

Segundo Tavares, os moradores realizaram reuniões com o proprietário do terreno e que este estaria disposto a continuar a negociação para se chegar a um acordo, contudo é aguardado parecer da administração municipal. “Só tivemos várias conversas de acordo através do Ministério Público, mas não chegamos a um valor final”, conta. Na época os moradores buscaram uma imobiliária, que avaliou os imóveis em torno de R$ 7 milhões (valores não corrigidos).

Tavares enfatiza que a esperança é um acordo. “A gente quer o acordo, por que temos aí pessoas de 75, 80, 83 anos que se esperar pela via judicial não irão mais estar vivos para receber o dinheiro da indenização”, enfatiza.

Em nota, a Assessoria de Imprensa da prefeitura reforçou que “toda vez que houve uma reunião para um possível acordo, o munícipio participou e se mostrou interessado. Mas para efetivar um acordo, dependemos também da outra parte arrolada no processo, empresário e proprietário do terreno. Como houve uma ação coletiva, um acordo também deve ser feito coletivamente, dessa forma deverá haver um consenso com as três partes (município, proprietário do terreno e moradores)”, finaliza.

Por Rhayana Cordeiro/OJ

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