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Esporte: irmãos Piola em clubes diferentes

O amor ao esporte veio de família, mas a dedicação e persistência é deles, que por 14 anos estiveram lado a lado

Esporte: irmãos Piola em clubes diferentes

Eles já estamparam a capa deste periódico. A trajetória do pai e o incentivo aos meninos gêmeos é bem conhecida em Concórdia e região. Mas agora essa história ganha novos rumos e poderá representar futuros promissores aos meninos, que provavelmente terão que apresentar seus potenciais estando um longe do outro. O pai Alonso Piola, que foi jogador profissional de futebol e por anos jogou fora do Brasil, ensinou os passos aos filhos gêmeos Luca e Eduardo. Piola garante que os meninos nunca foram pressionados e que o amor pelo futebol surgiu neles bem cedo e perdurou com a persistência e dedicação aos treinos.

Luca e Eduardo Piola, hoje com 14 anos, iniciaram aos quatro anos. Primeiro a opção foi pelas quadras (com atuações no Futsal Moleque, Associação Concordiense de Futsal (ACF e treinos na SER Sadia), mas com o tempo, houve a transição para os gramados. No futebol de campo, onde o pai Alonso fez história, os passos iniciais foram no Canarinho e depois na escolinha da Chapecoense/Polo de Concórdia.

Mas as habilidades dos meninos logo foram notadas. Foram convidados para treinar em Chapecó. Inicialmente o vô de Luca e Eduardo se dispôs a levá-los semanalmente até a cidade vizinha, mas no ano passado, foi necessária uma mudança definitiva pra lá. Assim a mãe Andreia e o irmão mais novo, Leonardo, foram morar em Chapecó para incentivar os meninos. Mas uma nova oportunidade surgiu no fim de 2021, quando as dificuldades de quase dois anos de pandemia já haviam sido superadas. Um convite para os jovens atuarem no Azuriz, no Paraná. O clube empresa conquistou a confiança de Alonso, que optou por mandar os filhos pra lá.

Com as atuações cada vez mais consistentes, Luca e Eduardo continuaram sendo destaques. Mas em uma competição, no início deste ano, quando Luca estava machucado, Eduardo acabou caindo no gosto de um olheiro do Fluminense. Assim, o menino foi convidado a fazer parte do clube no Rio de Janeiro. “Tem apenas três semanas desta mudança do Eduardo pra lá. Está sendo a primeira vez que ficam separados, mas já sabíamos que neste universo do futebol seria assim”, comenta a mãe Andreia, que faz questão de ressaltar que a família sempre apoiará qualquer decisão dos meninos, seja para seguir jogando ou desistir de atuar e tentar outra profissão. “Queremos que eles se sintam felizes”. Eduardo tem contrato no Fluminense até 2027 e Luca seguirá no Azuriz.

Por Edila Souza/OJ

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